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Wednesday, August 09, 2006

Curso de Hipnose: Primeira Experiência

Curso de Hipnose: Primeira Experiência

Ainda que, relativamente a esta experiência, a minha opinião é que conviria agir sobre um certo número de pessoas reunidas, o que permitiria ter-se maior probabilidade de se obter bons pacientes, fica subentendido que, no caso em que o operador não alcance bom êxito em diversas pessoas ao mesmo tempo, quer por impossibilidade, quer por embaraço, pode fazer a experiência com um si indivíduo.

Provocação do afrouxamento muscular ­ Reúna um certo número de jovens de ambos os sexos, da idade de quinze a vinte anos, fazendo-os se sentarem em cadeiras confortáveis, em semicírculo, a sua frente, tendo o cuidado de recomendar que não devem fazer nenhuma brincadeira, nem ainda a mais leve, no correr da sessão.

E faço um pequeno discurso como este, por exemplo: - "Viemos aqui, esta noite, para fazer algumas experiências sobre os fenômenos psíquicos, e espero dos senhores que me dirijam toda atenção e inteira cooperação no desenvolvimento dos trabalhos, sejam quais forem, que vamos fazer.

Vai ser muito difícil sair-me bem, se não tiver captado toda a sua atenção e, se quiserem resistir de maneira absoluta a minha influência, vai ser impossível o bom êxito da experiência.

Assim peço que por alguns momentos, permaneçam totalmente passivos prontos para acatar minhas palavras, a fim de que possa produzir sobre seus cérebros a impressão necessária para chegar a um resultado efetivo.

Antes de começar as experiências, peço com todo meu empenho que fiquem em um estado de completo afrouxamento muscular, porque é a primeira coisa a fazer para conseguir-se um afrouxamento mental perfeito.

" Como Sentar-se ­ "Sentem-se por favor, a vontade em suas cadeiras, de maneira que seus pés se fixem em toda a largura sobre o solo; ponham as mãos sobre os joelhos e, quando eu disser: Direita, esquerda ­ levantem primeiro a mão direita, depois a esquerda, e deixem cair ambas sobre os joelhos, brandas e inteiramente inertes.

Recomendo que façam umas dez vezes este exercício em cada uma das mãos".

Em tal momento você está sentado em uma cadeira em frente ao círculo de discípulos e levantando a mão direita cerca de trinta centímetros do joelho, dizendo: -Direita.

Efeito do Sinal ­ A esse sinal, assegure-se que todos os pacientes ergam a mão direita, imitando você e mantendo no ar durante dois ou três segundos; no momento em que dizer: Esquerda ­ deixe cair o braço e a mão direita molemente e sem força sobre o joelho e levante ao mesmo tempo a mão esquerda.

Procedendo da mesma forma com esta mão, quando repetir: Direita ­ as mãos esquerdas cairão pesadas e mortas sobre os joelhos.

Os discípulos começarão a compreender que a idéia de passividade que suas palavras lhe sugeriram, está agindo sobre seus músculos de modo que se produza um repouso físico completo; a idéia que ressalta desta experiência é, portanto, toda de afrouxamento muscular.

Depois de repetir isto cinco ou seis vezes, levante-se de sua cadeira e diga, passando na frente de cada membro do semicírculo: "Seja completo o afrouxamento", levantando, no mesmo instante, a mão direita, depois a esquerda e deixando-a recair, seguro de que eles estão inertes; no caso afirmativo, conseguiu-se um afrouxamento muscular.

Novos conselhos ­ Diga agora: "Como vocês estão se sentindo totalmente a vontade e sem nenhuma fadiga, vou pegar cada um separadamente, para a primeira experiência importante.

Não quero absolutamente de cochichem ou conversem uns com os outros.

Prestem particular atenção à idéia que minhas palavras vão transmitir as suas mentes.

E fiquem seguros disso.

Entendam que a tendência da mente é desenvolver o pensamento sugerido.

Sintam-se seguros que estão fazendo o que vos digo, que estão sentindo o que vos digo que sintais, e obteremos fenômenos interessantes".

Como dirigir a primeira experiência ­ Escolha entre os participantes a pessoa que lhe pareça melhor, a mais apta para sentir sua influência e, fazendo-a ficar de pé, com as costas voltadas para o círculo, diga que olhe nos seus olhos e fixe, ao me smo tempo, olhe os dela na base de seu nariz, olhando-a justamente entre ambos os olhos e não deixando jamais arredar deste ponto o seu olhar, ainda mesmo um instante.

Fale e, nestas experiências, por exemplo, fale sempre com calma, em tom positivo, e sem levantar a voz, como se tivesse o hábito de ser obedecido e como se pensasse que ela deve obedecer.

É bom, ao mesmo tempo, para dar mais força a influência que tens sobre ela, repetir a você mesmo: "Deves fazer exatamente o que digo".

Diga isto a si mesmo, e repita continuamente esta afirmação durante suas experiências.

Como fortificar a confiança que depositou em você mesmo ­ Isto terá como resultado a fortificação da confiança que tens em você mesmo, e dar aos seus olhos aquele olhar de decisão e de força que influenciará poderosamente as pessoas que o rodeiam.

Levante, agora, as mãos, e ponha muito de leve sobre a cabeça do paciente, justamente por cima das orelhas, a fim de não lhes causar nenhuma sensação desagradável, pela pressão delas no rosto.

Olhe bem entre os dois olhos, deixando suas mão nesta posição durante uns dez segundos.

Então, recuando um passo com o pé esquerdo, retire devagar e lentamente as mãos, pondo-as a uma pequena distância de cada lado de sua cabeça e, ao mesmo tempo, curve seu corpo um pouco para trás; as suas mãos virão reunir-se em frente a sua fronte; desuna-as, então, com um movimento vagaroso e, curvando-se de novo para frente, descanse as mão, vagarosamente, na mesma posição inicial.

Faça isto três vezes antes de falar.

O que importa dizer na prova da queda para frente ­ Depois da terceira vez, diga muito lentamente, de maneira que o impressione, mantendo sempre seu olhar fixo na base do seu nariz e tendo o cuidado que ele não desvie seus olhos nem por um segundo: -"Está na presença de um impulso atrativo que vai te fazer cair para frente.

Não resista; eu vou te segurar, deixe ir.

.

.

está caindo para frente.

Não pode se opor a isto, está caindo para frente.

.

.

deixe ir, assim".

Nesse momento, o paciente, mantendo sempre os olhos fixos nos seus, se inclinará para frente e trate naturalmente de ampará-lo para que não se machuque.

Cuide para que o paciente não se machuque ­ Em todas essas experiências, tome todo o cuidado de não deixar cair um paciente, porque, do contrário, destruirá no mesmo instante toda a confiança que ele depositou em você, e é precisamente sobre esta confiança que está depositada toda a influência que tem sobre ele.

Depois de apanha-lo, diga: "Tudo vai bem, está perfeitamente acordado".

Mande-o sentar e não permita nenhuma discussão entre os membros do círculo.

Deve proceder da mesma forma com cada indivíduo, separada e individualmente, por duas razões: a primeira é que pode determinar entre os assistentes aquele que é mais fácil de influenciar, e a segunda, que prepara, assim, os diferentes participantes para as experiências que vão se seguir.

Não deixe estas tentativas até que se torne mestre nelas e de estar apto para provocar essa queda para frente, em cada paciente que exercer sua influência.

Como fazer face à oposição e ao ceptismo ­ No caso de se deparar com pacientes que sejam teimosos ou que manifestem tendência a discussão, deve dizer-lhes: - "Se qu iser, podes, sem dúvida, ter resistido a essa influência atrativa, mas eu já disse que deve permanecer perfeitamente passivo e não posso obter bom êxito nestas experiências com você, se as discuti comigo ou com você mesmo.

Tudo o que peço é o auxílio de sua imaginação e obediência cega.

Não desejo que analise mesmo suas sensações.

Quero sua atenção totalmente absorvida por minhas palavras".

Isto será suficiente para mostrar ao paciente da índole argumentativa que não faz o menor caso da sua opinião e achareis que algumas palavras nesse sentido bastarão amplamente para ter seus assistentes completamente dispostos à simples obediência.

A experiência realizada em sentido contrário ­ Faça, agor a, a experiência no sentido oposto, escolhendo entre os assistentes aquele que acha mais apto para conseguir um melhor resultado na queda para frente.

Chame-os uns depois dos outros, colocando-os com a cabeça voltada para a parede e apresentando as costas para o círculo.

Conserve-os por detrás do primeiro, com as costas voltadas para os circundantes e, colocando levemente o indicador da mão direita na base do cérebro, justamente acima do pescoço, ponha sua mão esquerda contra o lado da cabeça, por cima do ouvido, de forma que os dedos se achem assentes sobre sua têmpora esquerda.

Prova da queda para trás ­ Diga, agora, que feche os olhos, e retire vagarosa e gradualmente sua mão, até que fique totalmente destacada da cabeça dele e, enquanto vai diminuindo por graus a pressão que sua mão direita está exercendo e, afim de que ele mal possa senti-la, vá falando: "Está, agora, sentindo-se atraído para trás, graças a minha i nfluência.

Caia para trás, nos meus braços.

Deixe ir, logo que perceba que a ação se torna mais forte.

Está caindo para trás.

" Enquanto vai dizendo isto vagarosamente, fazendo uma pausa, de palavra em palavra repita lentamente a atração para trás, com a mão esquerda sobre sua cabeça.

Às vezes, logo, mas sempre depois que a fórmula for repetida diversas vezes, o paciente se inclinará sobre os calcanhares e cairá, saindo da perpendicular.

Desde de que chegue a estar penso para trás uns trinta centímetros, deve ampara-lo e dizer: "Muito bem, acorde".

Deve repetir a experiência, dizendo: "Está bem", mas desta vez importa ir um pouco mais longe, reproduzindo o mesmo processo e dizendo: "Está caindo para trás e não pode evitar.

Caia direitinho em meus braços.

Caí agora!" Nesse momento,achando-se na condição mental de um executante que aprendeu a lição, cairá inteiramente nos seus braços, dando a você maior confiança.

Fazendo-o voltar a posição perpendicular, diga: "Ótimo! Agora acorda".

Bata palmas, como um sinal ­ Ao mesmo tempo, bata palmas, porque, mais tarde, será bom que o paciente fique sabendo que o barulho das mãos indica o fim da experiência.

Aqui termina esta, no estado de vigília e tendes agora um guia nas duas ou três pessoas mais facilmente influenciadas dentre os circunstantes.

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